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ACIDENTES DE TRÂNSITO
Acidentes de trânsito tem sido uma preocupação
mundial em razão do seu número considerado elevado a
partir do avanço da indústria automobilística.
No início do automobilismo, no final do século XIX,
devido ao pequeno número de automóveis e às
baixas velocidades desenvolvidas, os acidentes de trânsito
eram raros, não provocavam danos de monta e sempre eram
atribuídos à fatalidade ou à falha do
motorista (Hansted, 2000 e World Health Organization, 2004).
O desenvolvimento da indústria automobilística
permitiu a fabricação de veículos mais
velozes e em grande quantidade. Dessa forma, ao longo dos anos os
acidentes
passaram a acontecer com maior freqüência e violência.
O elevado número de acidentes de trânsito fez com que
a segurança viária passasse a ser uma das grandes
preocupações mundiais.
De
acordo com dados da World Health Organization, em 2002
aproximadamente 1,2 milhões de pessoas morreram em todo o
mundo como resultado de acidentes de trânsito. Isto
significa que uma média de 3.242 pessoas por dia nunca
retornará às suas casas, deixando suas famílias
e suas comunidades. Além disso, estima-se que entre 20 e 50
milhões de pessoas em todo o mundo ficam feridas ou
inválidas a cada ano em decorrência de acidentes de
trânsito. Os ferimentos devido a acidentes de trânsito
representam 2,1% de todas as mortes no mundo e aparecem em 11º
lugar como causa de morte. Os acidentes de trânsito
respondem por 23% de todas as mortes decorrentes de ferimentos em
todo o mundo.
Segundo
esta mesma organização, o custo econômico dos
ferimentos decorrentes de acidentes de trânsito é
estimado em torno de 1,5% do produto interno bruto nos países
subdesenvolvidos e 2% nos países desenvolvidos.
No
Brasil, conforme informações contidas na Política
Nacional de Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito
(DENATRAN, 2004), a cada ano mais de 33 mil pessoas são
mortas e cerca de 400 mil ficam feridas ou inválidas em
ocorrências de trânsito. Estudo desenvolvido em 2003
pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA em
parceria com a Associação Nacional de Transportes
Públicos – ANTP e o Departamento Nacional de Trânsito
-DENATRAN, com a finalidade de mensurar o custo social decorrente
de acidentes de trânsito em aglomerados urbanos, aponta um
custo social anual da ordem de 5,3 bilhões de reais.
Projetando-se esse valor para incluir os acidentes ocorridos nas
vias rurais estima-se um custo social total anual da ordem de 10
bilhões de reais (IPEA-ANTP, 2003).
O
Brasil configura-se no cenário mundial entre os países
com maiores índices de vitimas fatais em acidentes de
Trânsito, deixando grande número de incapacitados para o
exercício de qualquer atividade, bem como, provocando vultosos
prejuízos materiais, constituindo-se assim, a violência no
Trânsito, inegavelmente, em um dos principais problemas que
afligem a sociedade brasileira.
A segurança no Trânsito é um problema atual,
sério e absolutamente urgente no Brasil e na Bahia. A cada ano
mais de 33 mil pessoas são mortas no local do acidente. Segundo
pesquisa da Universidade do Rio Grande do Sul estes números
somados aos óbitos pós-acidente chegam ao alarmante
índice de 80.000 mortos, que representam as causas das perdas
prematuras da população de jovens e pessoas
economicamente ativas. Considere-se ainda que cerca de 400 mil pessoas
tornam-se feridas e invalidas em decorrência de acidentes do
trânsito. Pesquisa do IPEA – Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada, publicada no jornal “A Tarde” do
dia 29.de dezembro de 2006 indica que esta situação causa
um prejuízo aos cofres públicos da ordem de 22
bilhões de reais por ano. No âmbito nacional representa 11
vezes maior que os investimentos feitos na transferência de renda
ao “bolsa família”, que recebeu entre 2003 e 2006 o
montante de R$ 2.3 bilhões de reais.
Nossos
índices de fatalidade na circulação viária
são bastante superiores a outros países desenvolvidos e
representam uma das principais causas de morte prematura da
população economicamente ativa, o que por certo, inibe o
desenvolvimento econômico e social do país.
Por outro lado, tendo em vista as diversas causas identificadas como
responsáveis pelos acidentes de Trânsito envolvendo
motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, destaca-se o condutor
como o responsável pela ocorrência de cerca de 75%
(setenta e cinco por cento) destes acidentes, devido a sua
imperícia, imprudência e muitas das vezes pela embriaguez.
Conclui-se, desta forma, que o pleno êxito dos esforços
para prevenir acidentes depende, em boa parte, da indispensável
mudança no comportamento dos condutores de veículos, dos
pedestres e, enfim, de toda a coletividade envolvida no processo de
circulação viária.
O Instituto de Defesa das Vítimas de Acidentes de Trânsito
- IDPVAT é uma entidade sem fins lucrativos e de
caráter nacional, que visa orientar, esclarecer, acompanhar
e dar consultoria e assessoria às vítimas e
familiares de acidentes de trânsito, fluvial, marítimo
ou aéreo, em caso de morte ou invalidez no intuito de que
as vítimas e familiares tenham acesso às respectivas
indenizações de forma rápida, segura e
justa.
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