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NOTÍCIAS: Entrou em vigor no dia de 19 de junho a Lei 11.705/08, que ficou conhecida como a “Lei seca do trânsito” e visa baixar os índices de mortes no trânsito brasileiro através da diminuição, nas vias e rodovias, de pessoas que dirigem após ingerirem bebidas alcoólicas. A Lei continua gerando muita polêmica, mas todos têm que admitir que já estava na hora de as autoridades brasileiras tomarem uma atitude séria para que o nosso país deixe de ostentar o título de campeão mundial em acidentes de trânsito. Para se ter uma idéia, os números oficiais revelam que morrem por ano no trânsito brasileiro cerca de 35 mil pessoas e outras 400 mil ficam feridas, ocupando 55% dos leitos hospitalares, mas calcula-se que o número de pessoas mortas chegue a mais de 50 mil se contados os óbitos após 24 horas do acidente. Alguns pesquisadores ainda falam em 80 mil mortes por ano. É como caísse um avião e morresse 219 ocupantes todos os dias no Brasil. O custo social dessa tragédia brasileira chega a R$ 10 bilhões por ano. A cada 31 segundos acontece um acidente de trânsito; morre uma pessoa a cada 11 minutos e ocorre um atropelamento a cada 7 minutos. Em cerca de 70% dos acidentes fatais registrados, existe o envolvimento de condutores ou pedestres alcoolizados. Segundo o PARE (Programa de Redução de Acidentes no Trânsito) do Ministério dos Transportes, se além do consumo de álcool for considerado o consumo de drogas legais e ilegais, essa porcentagem será ainda maior. Será que se analisarmos esses números, que refletem a realidade, poderemos ser contra essa Lei? Se tivermos a curiosidade de conversarmos com vítimas de acidentes de trânsito que ficaram com graves seqüelas por terem dirigido ou estarem ao lado de um condutor embriagado, com certeza ouviremos que elas estão muito arrependidas e se pudessem voltar o tempo, nunca mais agiriam daquela forma. O que ocorre é que as pessoas nunca imaginam que uma tragédia possa acontecer com ela. Que morrer ou ficar paraplégico ou tetraplégico por causa de um acidente de trânsito, só acontece com os outros. Qual seria a nossa reação ou como seria a nossa opinião a respeito se um motorista bêbado atropelasse e matasse um filho nosso? Ou se esse mesmo motorista colidisse com o carro da gente e toda a nossa família viesse a morrer. Será que continuaríamos contra a Lei seca? Não meus amigos. Com certeza nós faríamos campanha pela paz no trânsito, iríamos brigar por justiça. Isso acontece todos os dias com as mais de 200 famílias das pessoas que morrem no trânsito brasileiro. Portanto, pense duas vezes antes de beber e ir assumir a direção de um veículo. Procure aprender com os exemplos dos outros. Não espere que uma fatalidade aconteça com você ou com a sua família para mudar de atitude. Com certeza será tarde demais. |
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